Subscribe:

Pages

quinta-feira, 1 de março de 2012

Olhos Inexoráveis


Não exija respeito
Se você não merecê-lo
Olhe a imagem pútrida
Que reflete no espelho

Nos perdemos em diversão
Esquecemos da transgressão
Da necessidade de explosão
Caminhamos lentamente ao ostracismo
Estamos inertes, inúteis
Juventude perdida, caindo de um abismo
Ludibriadas por mercadorias fúteis
Esquecemos aonde guardamos nossa paixão
Caímos de um penhasco moldado em ilusão

Nas ruas vemos imagens tortuosas
Com mentes perdidas nos seios de famosas
Utilizamos nossa inteligência em próprio favor
Olhando horrorizados para o caminho que se segue
Com os olhos cheios de pavor

Esquecemos nossas utopias
Nossa memória está cheia de vadias
O amor foi esquecido enquanto desce pelo ralo da pia
Jovens buscando a beleza, atingindo a anemia
O rosto bonito sobrepõe toda a tristeza
E a família continua sentada à mesa
Preocupados apenas em viver e morrer
O desespero destrói aos poucos a real beleza
Presente intrinsicamente em todo ser

O ódio corrói aos poucos nosso coração
Que perdido em amargura, não consegue lutar
O gigante vislumbra a miséria da janela de um avião
Eles levantam suas taças de champanhe para brindar
Taças repletas de sangue dos miseráveis
Vislumbram o mundo com seus olhos inexoráveis

Aonde estamos agora, se não perdidos?
Eu caminho buscando meu amor
Batido, iludido, fodido
O único item encontrado é a dor
E o fedor da podridão
Que assola a imensidão
Da infinitude do coração
Corroído...
Corrompido...
A esperança é uma ilusão
O desespero é a verdade sem enganação

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Meus erros


Transcrição de uma conversa que tive com uma amiga sobre meus erros.

AVISO URGENTE: AUTO GRAU DE EGOCENTRISMO!


Rafael Da Guia Sousa says
um dos meus defeitos é ser emocional demais
fazer uma linha meio louca com esse defeito...
um dos meus maiores
Nathy says
eu tbm sou emocional demais, estou aprendendo a lidar com isso, ja melhorei muito
Rafael Da Guia Sousa says
apaixonado pela Rafa (lembra disso? )
Nathy says
rs, lembro
Rafael Da Guia Sousa says
sofri pra caramba e quis me mandar daki, sair de lá... fui pro Rubens daih...
nossa... uma das maiores experiencias da minha vida. Nada como eu havia imaginado. Conheci pessoas excepcionais, que mexem com a minha vida até hoje (como o Alexandre Gibim lá que pode ser o responsável pra realizar um dos meus maiores objetivos...)
então... repeti de ano, por causa de outra garota... não me concentrava em nada (só na primeira vez, nas outras acho q foi por costume mesmo)
achei uma merda na época... mas conheci outras pessoas... aprendi mais... cresci mais ainda...
por último... minha maior paixão até aqui, Juliana... um pouco antes de sair do Rubens...
me magoei pra caramba denovo... dessa vez quase fugi daki, querendo vagar pra algum lugar (bem bizarro)
por fim decidi que ia sair daki por outros meios
fui pra São Carlos... outras pessoas interessantes. Aonde meu perfil político começou a crescer mais e mais e mais...
mas não esqueci a tal Juliana... então ela começa a namorar e eu comecei a fazer muuuita merda (mulheres, alcool e sertanejo universitário - que já é uma droga pesada)
Nathy says
uma das piores hem..
rs
Rafael Da Guia Sousa says
percebo que tava infeliz com o curso e tbm com meu caminho...
resolvi voltar pra Sorocaba, mas nao melhorei muito de imediato
aqui eu meio que continuei com a loucura, magoando alguém bastante importante pra mim ainda...
daih sei lah... comecei a buscar formas de me redimir, de tentar me colocar em um bom caminho...
conheço a Random Acts e meio que descompromissado me candidato a vaga que eu ocupo hoje
sei lah pq (talvez pq não tenha aparecido mais ninguem) eles me escolhem
e novamente uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida..
e por aí vai
Nathy says
vou escrever um livro da sua vida agora

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Agente mutável da mudança


Eu sou o agente mutável da mudança
Eu trago à vida um pouco de esperança
Eu sou aquele que vai o seu modo de ver o mundo
Eu sou aquele que acredita que você é mais do que imagina


Eu sou o agente mutável da mudança
Eu trago à vida um pouco de dança
Vou te mostrar que o mundo é fácil de se entender
Vou mudar completamente a sua forma de ver, de pensar e de viver


Eu sou o agente mutável da mudança
Sou sempre eu e eu sempre não sou eu
Eu gosto desse seu sorriso de criança
E acredito que o amor ainda existe


Eu vivo a história e resolvo entrar na dança
Não gosto de ficar parado
Eu faço a história e nunca perco a esperança
Esqueço os erros do passado
Eu gosto tanto do seu olhar de criança
Me deixe ser seu namorado
Odeio essa gente e sua ganância
Eu faço o centro e não escolho um lado
Eu sou o agente mutável da mudança
To tão cansado...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A Cruz que esmaga a mente.


Cavaleiros vagam sem rumo
Em direção a morte que os espera
Vidas e sonhos perdidos
Em troca de mentiras
Eles foram tão facilmente vendidos
Pela ganância que sempre impera


Crianças andam pelas ruas
Atrás de uma moeda, pedaço de pão
Enquanto eles passam em procissão
Marchando feito os soldados de outrora
Em busca de redenção
Seus pecados pesam-lhes os ombros
Fogueiras acesas, pedras nas mãos
Olhares asperos e mãos fechadas
Esperam a ordem do comandante
E a venda de seu perdão


Ajoelhados, obsoletos do mundo
Ignorando a vida à sua volta
Acreditando em verdades tolas
Em mentiras, dão seu suor
Com uma mão entregam o ouro
Na outra esperam algo melhor,
Mas apenas pra si.
A cruz esmaga a mente
Feito o martelo do velho Thor
Como uma vara, lentamente andam
Sorridentes, em direção ao próprio abate
Com esperanças tolas e fúteis
Vítimas frágeis, sem combate


E a marcha continua em procissão
Cada vez maior e sem razão
Com suas mentes esmagadas
Por antigas páginas, já tão pesadas
E tão passadas


Seus olhos cegos, ofuscados
Por brilhos inexistentes
A redenção dos seus pecados
Em troca da vida de inocentes
Setenta e duas, que os esperam
Como recompensa para o terror
Vários outros de mãos atadas
Restringidos ao silêncio de todo horror.
Segue a esperança que se levantem
E me respondam: Aonde está o amor?
Em regras tortas do passado?
Ou no mistério do que já vem?
Em definições tortuosas sobre o pecado?
Ou na aceitação do diferente?
Aonde está o amor?


Certamente, não na cruz que esmaga a mente
Ou na estrela ascendente.
Aonde está a felicidade?
Não está na lua ou nas estrelas.
Está em cada uma de nós
Basta procurar
Olhar bem fundo e pensar
Basta realizar
Libertar-se das correntes que o aprisionam
Encarar o desconhecido tão magnífico
Está nos sonhos daqueles que sonham

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Empoeirado


Por que é tão facil assim
E tão difícil pra mim
Me envolver, me encontrar
Me esconder, te desvendar


Prefiro me esconder atrás de antigas páginas
Do que me envolver, é tão difícil
Prefiro evitar sofrer e derramar lágrimas
A me perder em jogos de amor que tornam-se vício.


Eu volto correndo, pra antiga rua
Digo frases sinceras, nem tão românticas
Olho para o céu, uivando pra lua
Esqueço de você, te busco em minha samântica


É empírico esse amor?
Surgiu como mera obra do acaso?
É analítico ou como for?
Encontrando motivo em experimento básico?


Por que é tão fácil aprender
E difícil me envolver?
Eu quero me esconder
E ir pra onde ninguém mais possa me ver
Só você saberá me encontrar
Em antigos contos de fadas
Mas nunca quererá
Permanecerei como lembranças de vidas passadas.