quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Empoeirado
Por que é tão facil assim
E tão difícil pra mim
Me envolver, me encontrar
Me esconder, te desvendar
Prefiro me esconder atrás de antigas páginas
Do que me envolver, é tão difícil
Prefiro evitar sofrer e derramar lágrimas
A me perder em jogos de amor que tornam-se vício.
Eu volto correndo, pra antiga rua
Digo frases sinceras, nem tão românticas
Olho para o céu, uivando pra lua
Esqueço de você, te busco em minha samântica
É empírico esse amor?
Surgiu como mera obra do acaso?
É analítico ou como for?
Encontrando motivo em experimento básico?
Por que é tão fácil aprender
E difícil me envolver?
Eu quero me esconder
E ir pra onde ninguém mais possa me ver
Só você saberá me encontrar
Em antigos contos de fadas
Mas nunca quererá
Permanecerei como lembranças de vidas passadas.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Nada contra aqueles
Nada contra aqueles
Que não gostam de discussões políticas
Que preferem discutir o bom futebol
Que não tem visões críticas
Que veem Deus ao olhar para o sol
Nada contra aqueles
Que não gostam de Gláuber Rocha ou Godard
Que preferem os filmes da sessão da tarde
Que querem diversão usando um abadá
Que veem nossos rumos e não entram em alarde
Tudo contra aqueles
Que querem impor discussões políticas
Que desejam banir o velho futebol
Que se trancam nos muros de sua visão crítica
Que querem impor a astrofísica aos que olham o sol
Tudo contra aqueles
Que se alienam em Gláuber Rocha ou Godard
Que se sentem melhores do que os que veem sessão da tarde
Que acham que existe apenas a perversão ao usar um abadá
Que veem nossos rumos e querem impor o alarde
Tudo a favor daqueles
Que respeitam a multiculturalidade humana
Que aceitam as várias formas de diferença
Que não se apegam à bipolaridade mundana
Que tem o dom de duvidar da sua própria crença
Que não gostam de discussões políticas
Que preferem discutir o bom futebol
Que não tem visões críticas
Que veem Deus ao olhar para o sol
Nada contra aqueles
Que não gostam de Gláuber Rocha ou Godard
Que preferem os filmes da sessão da tarde
Que querem diversão usando um abadá
Que veem nossos rumos e não entram em alarde
Tudo contra aqueles
Que querem impor discussões políticas
Que desejam banir o velho futebol
Que se trancam nos muros de sua visão crítica
Que querem impor a astrofísica aos que olham o sol
Tudo contra aqueles
Que se alienam em Gláuber Rocha ou Godard
Que se sentem melhores do que os que veem sessão da tarde
Que acham que existe apenas a perversão ao usar um abadá
Que veem nossos rumos e querem impor o alarde
Tudo a favor daqueles
Que respeitam a multiculturalidade humana
Que aceitam as várias formas de diferença
Que não se apegam à bipolaridade mundana
Que tem o dom de duvidar da sua própria crença
domingo, 30 de outubro de 2011
Escrevendo (1)
O tempo médio que eu levo para escrever algo gira em torno de 15 minutos. Não sou o tipo que trabalha em cada rima (o time que faz sucesso). Prefiro versos tortos e toscos, erros de ortografia, poesia sem métrica e rimas sem sentido.
Minha escrita serve apenas para colocar meus sentimentos para fora, exteriorizar aquelas coisas incompreensíveis contidas na minha mente: minhas emoções. Algumas vezes eu não compreendo minha própria poesia, assim como não compreendo meus sentimentos.
Histórias e incertezas
Fecho meus olhos para ver o mundo com mais clareza
Busco me encontrar e conhecer minha verdadeira natureza
Enquanto perco minha mente dentro do seu sorriso
Na sua beleza
Deixo as coisas que preciso deixar para traz
Deixo as minhas bagagens sobre a mesa
Esqueço aquilo que necessito esquecer
Fazendo tudo para me preparar pelo futuro que me espreita
Perco-me em cada vestígio seu, em cada olhar, em cada careta
Encontro-me perdido na minha arrogância desenfreada
Busco o futuro distante, diante dos meus olhos
Mas encontro apenas vidas passadas
Desespero-me com a desesperança esperada
Confundo-me com cada palavra
Leio o mundo na palma das minhas mãos
Elas me dizem o que eu tenho que esperar
Então por que eu não esperava você?
Então qual foi a força que te atraiu e deixou-lhe tão próxima?
Busco respostas incompreensíveis, impossíveis de compreender
Respostas deixadas pela maré que já se foi
Ela não parecem ter importância, mas ganham minha atenção
Talvez seja apenas mais uma história passageira
Daquelas histórias contadas em capítulos de 20 minutos
Ou talvez histórias que não podem ser medidas pelo tempo
Apenas singela e verdadeira
Apenas esquecidas ao sabor do vento
Histórias ques duram toda uma vida e estão presas em cada olhar
Coisas escondidas na surdina, surpresas que ninguém pode esperar
Fecho os olhos e sinto lábios tocando os meus
Apenas mais uma história, lembrança de algo que já aconteceu
Memórias guardadas nos meus lábios
Que anseiam veemente por uma sequência
Mais um filme, mais um capítulo, mais um volume, mais uma vida, mais de você
Nada parece fazer sentido a partir do momento em que o sentido é encontrado
A minha história é escrita em pequenos recados que ninguém ousa escrever
Escritos em minha carne, no fundo da minha alma
Lembrando-me de tudo que necessito lembrar
Busco refúgio na desesperança para encontrar minha calma
Busco coisas que nenhum outro se atreveria a buscar
E eu quero encontrar
Busco nos seus olhos a mesma certeza que permeia o meu olhar
Para buscar você, colocá-la em meu altar
Contido em minha alma, onde me ajoelho a orar
Não oro à um deus, apenas ao acaso, à quem eu ouso pedir
Um pouco mais de você, para que aquele sorriso doce e singelo, contido em mim
Possa enfim encontrar o caminho de volta e na minha face se estampar
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Mentemchoque
Muita coisa pra falar
E ninguém pra me ouvir
Na escuridão as noites parecem vazias
E meu anseio por meu sangue cresce
De um abismo estou a cair
Minha mente perde-se em confusas orgias
E minha sede por nada rejuvesnece
Eu não sei quem sou
Nem faço idéia das minhas motivações
Não conheço as razões pelas quais permaneço em pé
Olho pra infinitude e vejo o nada me desafiando
Pulo do mesmo abismo, esqueço decepções
Sou um homem despreparado, sedento por fé
Continuo caindo, continuo seguindo, continuo andando
Pulsos cortados e no meu travesseiro o sangue escorrendo
As noites em claro tendo pesadelos, fugindo de mim
Tudo sem sentido, não tenho amigos, não vejo meu fim
Sou nada, Sou tudo, meu próprio veneno.
E ninguém pra me ouvir
Na escuridão as noites parecem vazias
E meu anseio por meu sangue cresce
De um abismo estou a cair
Minha mente perde-se em confusas orgias
E minha sede por nada rejuvesnece
Eu não sei quem sou
Nem faço idéia das minhas motivações
Não conheço as razões pelas quais permaneço em pé
Olho pra infinitude e vejo o nada me desafiando
Pulo do mesmo abismo, esqueço decepções
Sou um homem despreparado, sedento por fé
Continuo caindo, continuo seguindo, continuo andando
Pulsos cortados e no meu travesseiro o sangue escorrendo
As noites em claro tendo pesadelos, fugindo de mim
Tudo sem sentido, não tenho amigos, não vejo meu fim
Sou nada, Sou tudo, meu próprio veneno.
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