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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ousai




Ousai ser mais do que podem ver
Ousai ser mais do que simples
Ser mais do que você nasceu para ser

Ousai ser o fogo e a fúria
Ousai ser a certeza e a dúvida
Ousai ir além da luxúria

Ousai gritar e chorar
Ousai não ser apenas mais um
Ousai sorrir e calar

Ousai tornar-se a mudança
Ousai viver e sofrer
Ousai ter olhos de criança

Ousai desistir da sanidade
Ousai sei deixar pela loucura
Ousai apreciar a banalidade

Pois é o que a vida é
Uma sucessão de causas banais
Ousai enfrentar a maré

Ousai viver com alegria
Mesmo durante a trágica dor
Ousai aproveitar o seu dia


domingo, 6 de janeiro de 2013

Saudades da lua



Os olhos brilhantes de outrora,
Que um dia ousei comparar com o luar
Estão tão distantes agora
Deixaram-me apenas a lamentar

Os erros de uma tola criança
Que aquele encanto ousaram quebrar
Quebraram a total confiança
Tornaram os olhos algo a lembrar

E agora a desesperança domina
Os olhos que não podem chorar.
A saudade da lua desatina
Num lamuriento e doído pesar

O passado não pode ser refeito
Aquilo feito não se pode mudar
Infelizmente, nada és perfeito
Mas esperança teima a não se apagar

Amando



Amando eu vou amando
Sentindo dentro da pele
O rasgo me dilacerando
O coração palpitando

E eu sigo inquerindo:
O que és o amor que tanto falam?
Aquilo que nos faz viver sorrindo?
Aquilo que sigo sentindo?

Na inaptidão de achar resposta
Eu sigo apenas a sentir
Digo que o amor é uma aposta
Ou, até mesmo digo, que é uma bosta

Mas não existe maneira de escapar
Quando és fisgado, prepare-se
Para as noites de insonia a chorar
Para sentires o coração palpitar

Mas no fim, vale tudo a pena
Quando encontras a real felicidade
Quando num filme de amo, tu tá na cena
Quando a noite torna-se serena
Ao ladinho aconchegante da tua pequena

sábado, 5 de janeiro de 2013

Almas Desgarradas



Eles dizem que somos imorais
Que estamos perdidos
Nos perguntam onde estão nossos pais
Que nos deixaram "fudidos"

Quem são eles?
Tão imponentes para nos julgar
Quem eles são?
Com coisas tão "importantes" à falar

Eles se acham a raiz da moralidade
Guardiões do que é correto
Pensam ter conquistado o poder pela idade
Mas somos a maioria exercendo o poder do veto

Somos almas desgarradas
Somos imundos
Mas somos, acima de tudo
Os verdadeiros donos do mundo

Eu lhes pergunto:
O que é bom, ó meu senhor
Viver pelo ódio
Ou morrer pelo amor?

Eu lhe pergunto o que é melhor
Ao seu pensamento idoso e profundo
O bem por mim mesmo
Ou o mal pelo mundo?

Mundo falso



Na nossa vida tudo vai tão bem
Na nossa vida tudo vai levando
Assim como o vento ventando também

No nosso mundo tudo é muito frágil
Não há motivo pra seguir cantando
A nossa música já virou plágio

E todo o tempo, o tempo vai passando
E no gingado a gente vai dançando
E tortamente a gente vai pairando
No ar, como o pássaro que voa piando

Na nossa vida, tudo é tão falso
Sorriso falso, amores também
Tênis pirada, menino descalço
O verso é simples, mas é feito bem

E nesse balanço a gente corre
Em direção ao que nos espera
Num mundo falso, a gente vive e morre
Apenas aguardando o fim de nossa era