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sábado, 15 de setembro de 2012

Triste, mas não fico mal



Estou triste, mas não fico mal por isso
As vezes seguir em frente é preciso
Viver é nosso único compromisso
Algumas coisas são como o siso

Mas não você, mas não você
É tão necessária, mas não posso
Preciso esquecer, esquecer
Esquecer o conto que nunca foi nosso

E eu fico triste, mas não peça perdão
Está além de você e eu
Não é a primeira vez para o meu coração
Ele sempre sobreviveu

Quando te esquecer, não esqueça que lhe amei
Coisas belas não devem ser esquecidas
Essa foi a coisa mais bela que eu lhe dei
Não esqueça dos bons momentos, querida

Estou triste, mas sinto tranquilidade
Não posso dizer que isso me deixa feliz
Nem que não sentirei saudade
Mas respeito e aceito o que você quis

Guardarei o que você me deu
Cada um dos belos presentes
Nem sei se tu sabe o que agora é meu
Agora é seguir em frente

Tão triste, mas não fico mal por isso
Amar é nosso único compromisso

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Arqueologia




Abrace-me e aguarde nossa morte
Nossos esqueletos serão encontrados um dia
Reacendendo, após turbulências,
Toda a esperança no amor, na alegria

E jovens apaixonados nos descobrirão
Em tempos de descrenças e horror
Nossas paixão despertará algo belo
Toda a esperança na Alegria, no amor

Ame-me enquanto puder e quando não puder
E levaremos esse sentimento além do possível
Nossa união atravessará eras inimagináveis
Nossos corpos se tornarão uma obra indivisível

E despertarão a esperança no coração de um garoto triste
De que ele pode viver algo parecido ao que vivemos
Que ele possa olhar profundamente nos olhos de alguém
E, como nós, dizer as duas mesmas palavras que um dia dissemos

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Caos




Um dia me disseram que tudo faria um sentido
Eu era pequeno estúpido e nem imaginava
Que tudo na verdade é o caos

Um dia eu acreditei esquecer tudo o que havia sentido
Que meu destino era guiado por uma criança que brincava
Mas tudo na verdade era o caos

A confusão de lágrimas
O turbilhão incompreensível de sorrisos
As inconstantes lástimas
Os pensamentos imprecisos

Apenas uma conjunção do caos
Do caos imprevisível
Da desordem imaculada
De sentimento invisível

Mas um dia me disseram que tudo ficaria bem
Estúpido e inconsequente, eu não acreditei
Mas da desordem tudo sai, inclusive a alegria
A confusão é a rainha, agora eu sei

A dúvida é o preço da pureza
Um tanto de caos servido a mesa
E é inútil ter certeza
Liberte-me da minha clareza

Um dia me disseram histórias sobre o bem e o mal
Mas pergunto-me constantemente quem eles são?
A vida não se divide em dois pólos, nem de um ponto central
Tão confusa quanto a tormenta do furacão

E tudo se resume ao caos
Tire meu mundo da rota de gravidade
Beije-me e confunda sua mente
Lhe mostrarei o mundo de esperança e bondade
Lhe mostrarei um mundo triste e doente
Lhe contarei toda a verdade
Em meio ao caos, beije-me
Em meio a confusão, deseje-me

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Tão chato



As folhas estão tão pesadas hoje, não acha?
A maré continua tão baixa
Anacrônico, incorreto e um tanto abstrato
Tudo parece tão chato

Águas paradas antecedem o grande tsunami
Só um outro exame (vexame)
O triste palhaço com seu sorriso ingrato
Tudo parece tão chato

Ou sou eu?
Ou sou você?
Ou somos nós?
Quem vai saber?
Sem você...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Destinado para mim?



O que estará destinado para mim?
As páginas amareladas de livros históricos?
As páginas policiais de um jornal qualquer?
Ou uma citação breve na necrologia, numa nota de rodapé?

O que estará destinado para mim?
Fortuna, fama e tudo que um egoísta desejaria?
Uma vida tranquila ao lado de uma bela mulher?
Ou a solidão amarga, livre de qualquer fé?

Eu caminhei e sonhei tanto
Eu voei por mundos inimagináveis
Agora o cume da montanha cai lentamente
Fico apenas com as memórias insuportáveis

O que estará destinado para mim?
O sorriso belo e alegre como o de uma criança?
Lágrimas que caíram da minha face lentamente?
Ou o simples silêncio incompreendido entorpecente?

O que está destinado para mim?
A realização de sonhos que eu tinha quando criança?
O abandono completo de qualquer tipo de inocência?
Ou a amargura eterna da minha própria abstinência?