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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Direito Prévio (Ou direito legislativo prévio)

Trago-lhes duas situações, uma delas será de conhecimento histórico, mas a outra talvez precise que você utilize um pouco da sua imaginação, caso não exista um conhecimento básico das teorias quânticas da física.

Imagine que você está na década de 1920 ou 1930. Em algum lugar um teórico físico, começa a abordar um material de alta radiação e que pode de alguma maneira, destruir corpos em nível subatômico. Então um jurista, ligado a relações internacionais, decide abordar a probabilidade de existir tal material de alta radiação. Logo ele inicia discussões com seus colegas do direito internacional e fórmula uma lei internacional proibindo a utilização de qualquer armamento desse tipo em funções militares ou de segurança, antes mesmo dela ser criada. Obviamente, este jurista não existiu ou, se existiu, nunca teve o seu pensamento refletido com seriedade pela humanidade. Em 1945 tal material foi utilizado para a construção de uma bomba, que dizimou, quase que completamente, a população de duas cidades japonesas, Hiroshima e Nagasaki. Os sobreviventes foram afetados pela radiação e sofreram com doenças decorrentes de tal exposição. Foi um dos maiores massacres da humanidade. O número de mortes no bombardeio foi de aproximadamente 260 mil pessoas, mas, caso contabilizemos o número de mortes decorrentes à exposição à radiação, esses números podem aumentar drasticamente.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Variações sobre uma mesma Língua

É difícil discursar sobre uma língua ser ou não falada corretamente. Vejo muitos teóricos na televisão discursando sobre a forma de falar corretamente, sendo que todas as formas de falar podem ser encaradas como corretas e, sendo encaradas assim, também podem ser encaradas como incorretas.


Mas esse preconceito é comum em todos os lugares. Alguns tentam argumentar que o português correto é aquele falado em Portugal, mas como podem falar algo assim, descartando o português falado no Brasil ou na Angola. E, ainda olhando esses países, certamente podemos encarar o fato de que, nem mesmo dentro deles, o português falado é idêntico. No Brasil vemos isso de forma bem clara, temos o português gaúcho, o português mineiro, o português paulista, entre outros. E, até mesmo dentro destes estados, percebemos que o português sofre uma variação. Não conheço profundamente Portugal, mas acredito que seja a mesma coisa. Não acredito que o português de Lisboa, seja o mesmo português falado numa cidade do interior do país. Na angola, penso eu, que seja a mesma coisa.


Até mesmo se nos concentrarmos em olhar duas pessoas, talvez dois irmãos, que cresceram juntas, veremos uma variação, mesmo que pequena, entre o português falado entre eles.


Com esse fato, torna-se irracional o preconceito que ocorre contra pessoas que não falam o português falado "corretamente", pois é impensável crer que nós possamos escolher entra 300 milhões de variações da mesma língua, uma que seja taxada como a correta. É simplesmente impensável exigir que todos sigam um mesmo caminho linguístico. Cada pessoa tem um modo de falar diferente, uma forma única e individual de se expressar. E como taxaremos a correta?


Mesmo na literatura fica difícil encontrar uma forma completamente correta de escrita. Até tentamos criar uma uniformidade na forma escrita, que simplesmente é inútil. Nada contra elas, realmente creio que são necessárias para uma melhor compreensão duradoura deste tema. Mas as línguas apresentam um processo evolutivo veloz. Hoje vejo pessoas que não admitem a escrita de “vc” ou “cê” no lugar de “você” em um texto, mas se lembrarmos de que décadas atrás a escrita de “você” no lugar de “vossa mercê” não era admitida, não podemos afirmar, com ampla certeza, que as grafias “vc” ou “cê” não podem ser admitidas em um futuro próximo.


Por isso, não creio que possamos taxar certas grafias como incorretas, apenas como inadmissíveis em certo contexto espaço-temporal. Tudo depende do local onde esta grafia está sendo empregada e quando ela está sendo empregada. A grafia  empregada em um processo judiciário é diferente da grafia utilizada em um livro de ficção, que é diferente da grafia utilizada em uma rede social virtual. 

Mas a grafia de uma rede social virtual poderia seguir a grafia utilizada em um processo judiciário, caso o emissor (quem envia) e o receptor (quem recebe) estejam aptos e dispostos a utilizar esta grafia;  enquanto que a grafia utilizada em um processo judiciário não poderia seguir a grafia utilizada apenas em uma rede social virtual.


Isso mostra apenas que, no momento, a rede social virtual pode admitir ambas formas de grafia, enquanto que o tribunal, aonde circula o processo judicial, a apenas pode admitir a forma de grafia empregada em um processo judicial. Mas isso não infere que em algum tempo e espaço, o tribunal não possa admitir, ao menos parte, da grafia que hoje é utilizada em uma rede social virtual.


Alguns podem discordar, pois a grafia “vc” diferiria da forma de falar “você”, por exemplo. Mas ao observarmos outras línguas percebemos que isso já vem acontecendo, o Inglês, por exemplo, segue padrões linguísticos de fala diferentes dos padrões linguísticos de escrita. Vemos muitas sílabas diferentes que produzem o mesmo som e muitos sons que, escritos, possuem padrões silábicos variáveis. Podemos ver as palavras Little e Catle, por exemplo. Onde “ttle” e o “tle” teriam uma dicção idêntica no português, mas em inglês apresentam dicção diferente, “Lirou” e “Quéssou” respectivamente, aproximando do português falado.


Por isso, creio que não seja absolutamente possível que, em algum tempo, possamos ver a grafia “vc” empregada em um texto oficial.


Com isso chego a duas conclusões. Primeiramente, não existe nenhuma forma de falar correta ou incorreta, tudo depende da capacidade do emissor e do receptor da mensagem em conseguirem compreender tal mensagem, com a variação de código empregada. E, também, não existe uma forma de escrever correta, apenas uma forma de escrever admitida em um tempo-espaço que pode sofrer variações.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Me ame e me esqueça

Me ame e depois me esqueça
Me tire completamente da sua cabeça
Me faça gozar
Me faça rezar
Me faça te amar
E depois me esqueça

Não lembre dos meus olhos
Te olhando distante
Se esqueça de tudo que eu disse pra você
De cada instante

Leve tudo o que eu juntei
Leve minha vida com você
Não se lembre que eu já te amei
Se esforce pra esquecer

Pois agora me ame e depois me esqueça
Dê um tiro e arrebente a minha cabeça
Me faça sangrar
Me faça chorar
Me faça te amar
E depois desapareça

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Receita para acabar com a depressão

A 7 horas ele acorda
E se lembra como tudo é foda
Vai logo tomar um café
Bota o tênis no seu pé


Quando olha no espelho
Sente nojo de quem é
Quando anda pela rua
Olha pra toda mulher
Que retribui com arrogância
Pra'quele cara feio e sem dinheiro
E se esquece em sua ganância
Que o mundo é apenas um puteiro


Vai chegando meio-dia
E a fome começa a apertar
E ele conta suas moedas
Pra saber se vai sobrar pro jantar


Quando olha no espelho
Sente nojo de quem é
Quando anda pela rua
Olha pra toda mulher
Que  olha sem nenhuma ternura
Ele perde sua doçura
E se perde na loucura
Que o leva pr'onde ele não quer


A tardinha vai chegando
E ele tá com tanto frio
A depressão então se acaba
Com a cabeça no meio fio


Quando olha no espelho
Sente pena de quem é
Quando anda pela rua
Não olha o carro dando marcha-ré
Que acerta seu trazeiro
Cai de cara no bueiro
E finalmente a tristeza acabou
A depressão passou.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

We are the Word!

We are the Word!
We are the Power Point.
We are the Word, we are the Excel and we are Publisher!

I use Microsoft Office
But I know, Apple is so better
Mom did not give me money and I'm jail in this forever

But, one day, I just know
I will have a Apple Iphone
And never more I will use Microsoft Windows

But while this day don't come
I continue with Microsoft in my home
And while I use Office, I will continue singing

We are the Word!
We are the Power Point.
We are the Word, we are the excel and we are publisher!



PS¹: Embalos de uma noite com muito sono.
PS²: Alguém afim de gravar?