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terça-feira, 14 de junho de 2011

Uma pitada de melancolia

Desde a minha infância
Eu sempre tentei ser o melhor que podia
Sempre esperando algo em troca
Mas nunca nada de bom acontecia
E a angustia foi tornando-se mais forte
Enquanto passava-se cada dia

Eu sempre tentei ser o melhor
E tudo que recebia em troca era ser insignificante
E eu nunca fui muito bom em fugir
De tudo aquilo que me trazia aquela dor sufocante
E a angustia foi tornando-se mais forte
Enquanto meus olhos viam os dias passando adiante

As brasas que tomaram meu peito
Transformaram meu coração em cinzas
E meus olhos em chamas viam o tempo passar
Enquando tornavam-se simplesmente ranzinzas

E hoje estou aqui, simplesmente assim
Perdido, tentando encontrar um motivo, um caminho
A solidão me deixou mais forte, enquanto me enfraquece
E eu fiquei aturdido, em busca de um pouco de carinho

Eu tentei ignorá-las
Mas as vozes continuam a gritar
E não há nada que possa pará-las
Na sua doce atividade de me amedrontar
Peço socorro e busco ajuda
Ninguém escuta, enquanto elas continuam a me rebaixar
Eu grito seu nome, mas você não escuta
Não sei até quando eu poderei aguentar

domingo, 29 de maio de 2011

Soldados civis

Nos deram armas pra lutar
Nos deram inimigos pra combater
Mas esqueceram de nos dar
Sonhos ou esperanças pra viver


Somos soldados civis
Treinados na arte do rancor
Somos soldados civis
Livres de compaixão ou de amor


Enquanto marchamos pelo campo de batalha
Iludidos pelo ódio cego que nos une
Vejo crianças se cortando com navalhas
Assassinos, que viram heróis e ficam impunes


Eles nos treinaram muito bem,
Mas nunca importaram-se em dizer pra quê?
Eles nos olharam com desdém
E por eles estamos prontos pra morrer


Somos soldados civis
Guiados pelo ódio e opressão
Somos soldados civis
Treinados pra não ter emoção
Somos soldados civis
Livres de culpa ou indagação
Somos soldados civis
Livres de amor ou de compaixão

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Forja

Feito um copo de vidro estilhaçado no chão
Feito os pedaços em que você transformou meu coração
Feito os meus erros cometidos, que não tem explicação
Feito as minhas mentiras, que não merecem seu perdão
Forjado no olho do furacão
Enquanto escorrem as lavas do vulcão
Cravado no meu peito à mais pura destruição
Meu ódio incontrolado gera angustia e solidão
Feito de momentos lindos que escapam à imaginação
Feito de sorrisos de uma criança numa bela tarde de verão
Feitos de rabiscos tortos num papel que virariam um avião
Feito da bela flor que te entreguei ao te dar meu coração
Forjado em puro prazer e sensação
Enquanto solidificam-se as lavas do vulcão
Cravado no meu peito à mais pura emoção
Meu amor incontrolado gera paz e satisfação


Na dualidade contida em minha oração
Numa guerra de lados opostos da mesma nação
Na mesma criação
Ou evolução

Tudo bem

Tudo bem
Tudo está tranquilo nessa noite
A madrugada me consome
Enquanto penso em te encontrar
Só pra talvez te avisar
Que a vida é tão mais bela quando a gente ama


Tudo bem
Foi quem invadiu o meu pensamento
Nessas noites em que a insônia me convence
Que dormir é para os fracos
Mas os olhos dizem o contrário


Tudo bem
Minha memória repassa aquele momento
Quando o sentimento enfrenta a razão, mas não vence
Tento ser forte e conter minha tristezar
Muitos me chamam de otário


Eu estou bem
Era o que queria te dizer
Mesmo que seja a mentira mais impura
A gente nunca sabe o quanto algo dura
Talvez seja melhor esquecer

terça-feira, 17 de maio de 2011

Oi?

Oi, tudo bem?
Qual é seu nome?
Daonde você é?
Se apresente e me ame


Você curte rock'n roll?
Brinca com a vida?
Ou faz seu show?
Qual sua música preferida?
Alguma coisa importante que lembrou?


Oi, aonde você está indo?
Posso te acompanhar em seu caminho?
Por que você está sempre sorrindo?
Você precisa de carinho?


Você gosta de comida italiana?
Se interessa em desvendar os segredos do mundo?
Alguma chance de eu te levar pra cama?
Existe a possibilidade de você me conhecer a fundo?
Como você se chama?